O que dizem governos de outros países e a imprensa estrangeira sobre cada candidato.
Informações conferidas em 06/10/2026. As coisas mudam: confira a fonte antes de repassar.
Por que isso importa para você
O Brasil vende e compra de outros países. Boa relação ajuda a vender mais e a gerar emprego aqui; briga com governos pode trazer tarifa, sanção e perda de negócios.
Elogio de fora não é voto
Líderes estrangeiros torcem por quem combina com os interesses deles. Use isso para entender as alianças de cada candidato, não como recomendação de voto.
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Governos e líderes de outros países
Estados Unidos
Parceria com o Brasil: 2º maior parceiro comercial; G20Líder: Donald Trump (presidente)
Por que importa para você: Os EUA são o 2º maior parceiro comercial do Brasil. Em 2025, a tarifa de 50% encareceu produtos brasileiros vendidos lá e ameaçou empregos de quem trabalha para exportar. Quem governar vai negociar essas tarifas.
Relação com cada candidato
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Recebeu Flávio no Salão Oval em 26/05/2026; segundo aliados, o convite foi articulado pelo secretário de Estado Marco Rubio. Flávio disse ter pedido que PCC e CV sejam classificados como terroristas e prometeu acordos para zerar tarifas. Alckmin criticou: 'Brasil não precisa de outro trabalhando contra'.
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Conflito e depois reaproximação. Em jul/2025 impôs tarifa de 50% a produtos brasileiros, ligada ao que chamou de 'caça às bruxas' contra Jair Bolsonaro, e sancionou um ministro do STF. Depois de conversas na ONU (set/2025) e na Asean (out/2025), recebeu Lula na Casa Branca em 07/05/2026: chamou-o de 'dinâmico' e 'homem bom e inteligente'. Lula falou em 'amor à primeira vista', mas admitiu divergência sobre tarifas.
Reação ao 1º turno (04/10/2026)
Saudou a 'grande vitória' de Flávio sem declarar apoio direto e disse que o 2º turno será 'muito acirrado'. Elogiou a rapidez da apuração para criticar o sistema dos EUA e aparentemente confundiu Brasil com Índia.
Parceria com o Brasil: Maior parceiro comercial; BRICSLíder: Xi Jinping (presidente)
Por que importa para você: A China é quem mais compra do Brasil, principalmente soja, minério de ferro e petróleo. Uma briga com a China pode fechar mercado para o agro e a mineração, que geram muitos empregos.
Relação com cada candidato
22Flávio Bolsonaro
Sem contato público localizado. Segundo a Foreign Policy, o campo Bolsonaro já condenou a 'submissão à China', cogitou deixar o BRICS e propõe alinhamento estratégico com os EUA.
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Parceria próxima: os dois governos descrevem a relação como 'comunidade com futuro compartilhado'. Em ligação de jul/2026, Xi disse que a China apoia o Brasil na defesa da soberania e se opõe à interferência externa no país; ambos defenderam o multilateralismo e o BRICS.
Reação ao 1º turno (04/10/2026)
Manifestação oficial não localizada nesta pesquisa.
Parceria com o Brasil: BRICSLíder: Vladimir Putin (presidente)
Por que importa para você: O Brasil compra da Rússia boa parte do adubo e do diesel que usa. Ao mesmo tempo, a guerra na Ucrânia faz a aproximação com Putin ser criticada por outros países.
Relação com cada candidato
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Sem contato público localizado.
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Diálogo frequente: Lula esteve em Moscou (mai/2025) e houve ligações sobre Ucrânia, BRICS e cooperação em energia, fertilizantes e área naval (ago/2025, jan/2026, ago/2026). Zelensky já acusou Lula de ser partidário da Rússia; o governo brasileiro diz defender o diálogo pela paz.
Reação ao 1º turno (04/10/2026)
Manifestação oficial não localizada nesta pesquisa.
Parceria com o Brasil: MercosulLíder: Javier Milei (presidente)
Por que importa para você: A Argentina é vizinha, sócia no Mercosul e uma das maiores compradoras de carros e produtos industriais brasileiros. Briga entre presidentes pode atrapalhar esse comércio.
Relação com cada candidato
22Flávio Bolsonaro
Aliado ideológico: comemorou o resultado de Flávio ('VIVA LA LIBERTAD CARAJO').
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Relação hostil: chama Lula de 'comunista' e comparou o déficit brasileiro à Argentina de 2001.
Reação ao 1º turno (04/10/2026)
Parabenizou Flávio, chamou a eleição de 'histórica' contra o modelo de Lula e voltou a chamar Lula de 'comunista'.
Parceria com o Brasil: Acordo Mercosul-UELíder: Emmanuel Macron (presidente da França)
Por que importa para você: O acordo do Mercosul com a União Europeia pode baratear produtos europeus aqui e abrir mercado para produtos brasileiros lá. Agricultores europeus, principalmente franceses, resistem.
Relação com cada candidato
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Posição de Flávio sobre o acordo e contato com líderes europeus não localizados.
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Elogia Lula ('visionário e corajoso', 2023) e alinha-se a ele em clima e Amazônia, mas se opôs ao acordo Mercosul-UE pressionado por agricultores. A UE aprovou o acordo em 09/01/2026 com voto contrário da França; Lula foi o principal patrocinador do lado sul-americano.
Reação ao 1º turno (04/10/2026)
Manifestação oficial não localizada; a imprensa francesa (Le Monde) destacou o descontentamento de parte do eleitorado com Lula.
Parceria com o Brasil: Parceiro regional; diversificação comercialLíder: Claudia Sheinbaum (presidenta)
Por que importa para você: O México é um dos maiores mercados da América Latina. Vender mais para lá ajuda o Brasil a depender menos dos EUA e da China.
Relação com cada candidato
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Sem manifestação localizada.
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Deu 'contundente demonstração pública de apoio' a Lula às vésperas da eleição, mas evitou endosso formal e disse que cabe aos brasileiros decidir, criticando interferência estrangeira.
Parceria com o Brasil: Parceiro regionalLíder: José Antonio Kast (presidente desde mar/2026)
Por que importa para você: O Chile é parceiro comercial na região e destino de investimentos de empresas brasileiras.
Relação com cada candidato
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Relação próxima com a família Bolsonaro: Flávio e Eduardo foram convidados à posse; Jair Bolsonaro recebeu apoio de Kast em 2022.
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Convidou Lula para a posse, mas Lula desistiu na véspera. Houve atrito sobre o apoio do governo Lula à candidatura de Michelle Bachelet à secretaria-geral da ONU.
Parceria com o Brasil: Relação diplomática estremecidaLíder: Benjamin Netanyahu (primeiro-ministro)
Por que importa para você: Israel é parceiro do Brasil em tecnologia agrícola e de defesa. A relação entre os governos está estremecida desde 2024.
Relação com cada candidato
22Flávio Bolsonaro
Próximo: parabenizou Flávio e disse querer 'restabelecer a extraordinária amizade entre Israel e Brasil'.
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Ruptura: em fev/2024 Israel declarou Lula 'persona non grata' após ele comparar a ofensiva em Gaza ao Holocausto; Lula chamou de volta o embaixador brasileiro.
Reação ao 1º turno (04/10/2026)
Chamou o desempenho de Flávio de 'grande vitória'.
Associado ao avanço da direita latino-americana e à aproximação com Trump; a eleição seria 'o maior teste até agora para a direita em ascensão na América Latina'.
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Uma das visões em disputa: proteção da Amazônia e relação com a China.
Bolsa e real caíram quando Flávio anunciou a candidatura (dez/2025); investidores preferiam Tarcísio de Freitas. No 1º turno, o FT registrou reação positiva de parte do mercado.
Líderes dos principais parceiros e blocos do Brasil (EUA, China, Rússia/BRICS, Mercosul, UE/França) e de países da região e de Israel que se manifestaram sobre a eleição. Inclui também a leitura da imprensa internacional.
Apoio declarado?
'Sim, na prática' = parabenizou ou celebrou um candidato publicamente. Nenhum chefe de Estado localizado declarou apoio formal em nota oficial.
Lacunas
Não foram localizadas manifestações recentes de Índia, África do Sul, Paraguai, Alemanha ou Reino Unido (governos) sobre os candidatos; 'não localizada' não significa neutralidade.
Fontes
Parte das fontes tem linha editorial explícita (Brasil de Fato, CartaCapital, Diário do Centro do Mundo, Fox News); foram usadas para fatos datados e citações, que convém confirmar em agência ou fonte oficial antes de publicar.