Assunto por assunto. Primeiro, as propostas do plano de governo entregue ao TSE, explicadas em palavras simples. Logo abaixo, o que cada um já fez na vida política sobre o mesmo assunto.
Informações conferidas em 08/10/2026. As coisas mudam: confira a fonte antes de repassar.
por assunto
Promessas e história, lado a lado
Flávio Bolsonaro: Plano 'Para o Brasil Vencer o Atraso' (2027–2030) — 76 páginas, 9 eixos ('Brasil sem Medo', 'Brasil por Elas', 'Brasil sem Fila', 'Brasil Mais Barato', 'Brasil que Prepara', 'Brasil que Não Volta Atrás' etc.)
Lula: 'Diretrizes para o Programa de Transformação do Brasil' — 13 diretrizes; continuidade das políticas do 3º mandato e novas ações
Antes de comparar o que já fizeram: Lula governou o país por quase 12 anos (2003–2010 e desde 2023), então muitas posições dele aparecem como atos de governo. Flávio nunca governou: as dele aparecem como projetos, votos e plano. Como Flávio diz representar o legado do pai, mostramos também, separados e identificados, atos do governo de Jair Bolsonaro (2019–2022), os bons e os ruins. Eles não são de Flávio, mas ajudam a comparar governo com governo.
22Flávio Bolsonaro13Lula
Segurança e justiça
22FlávioMão mais dura contra o crime: facções tratadas como terroristas, penas maiores, maioridade penal aos 16 anos, presídios de segurança máxima e militares nas fronteiras.13LulaMais coordenação nacional: Ministério da Segurança, mais tarefas para as polícias federais, controle de armas e câmeras nos policiais.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
precisa de lei aprovada no Congresso
Facções tratadas como terroristas
Tratar PCC, CV, milícias e outras facções como grupos terroristas, e não só como crime comum. Na lei, isso permite penas maiores e bloquear o dinheiro delas mais rápido.
Na sua vida
Quem mora em área dominada por facção ou milícia pode ver mais operações policiais no bairro.
No Brasil
Muda a forma como o país classifica o crime organizado, inclusive diante de outros países.
Pode ajudar
Dá à polícia e à Justiça mais ferramentas para cortar o dinheiro das facções.
Pode prejudicar
Críticos alertam que o rótulo de “terrorismo” pode abrir brecha para sanções e ações de outros países, como os EUA, em assuntos de segurança do Brasil.
Moradores de comunidades podem ficar mais expostos a operações violentas.
Depende de: Lei aprovada pelo Congresso.
Ver o texto original e a fonte
Declarar PCC, CV, milícias e demais facções 'organizações narcoterroristas'; bloqueio de ativos e combate à lavagem
Hoje, quem tem menos de 18 anos não vai para a prisão comum: cumpre medida socioeducativa. A proposta baixa essa idade para 16 anos e permite punir quem tem a partir de 14 anos em crimes graves.
Na sua vida
Adolescentes de 16 e 17 anos que cometerem crimes poderiam ir para a cadeia como adultos.
No Brasil
Muda a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Pode ajudar
Pode diminuir a sensação de impunidade quando um adolescente comete crime grave.
Dificulta que adultos usem menores para assumir a culpa por crimes.
Pode prejudicar
As cadeias estão lotadas e dominadas por facções: o jovem pode sair de lá mais ligado ao crime.
Críticos lembram que, no Brasil, adolescentes são mais vítimas do que autores de homicídios, então o efeito na violência pode ser pequeno.
Depende de: Mudar a Constituição: precisa de 3 em cada 5 votos de deputados e de senadores, em duas votações em cada casa.
Ver o texto original e a fonte
Reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos e punir maiores de 14 anos por crimes graves
Criar uma tropa especial do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para vigiar fronteiras, portos e aeroportos, por onde entram drogas e armas.
Na sua vida
Efeito indireto: menos arma e droga chegando às cidades, se der certo.
No Brasil
O Brasil tem quase 17 mil km de fronteira por terra. A proposta dá às Forças Armadas um papel maior na segurança, que hoje é tarefa principalmente das polícias.
Pode ajudar
Mais vigilância pode reduzir a entrada de armas e drogas no país.
Pode prejudicar
Custa caro e tira militares de outras funções.
Militar não é treinado para fazer trabalho de polícia; isso gera debate sobre limites e abusos.
Depende de: Dinheiro no orçamento e regras claras sobre o papel dos militares.
Ver o texto original e a fonte
Sistema Nacional de Fronteira: 'tropa de elite' do Exército, Marinha e FAB em fronteiras secas, portos e aeroportos
Dinheiro de famílias de presos para famílias de vítimas
Tirar o dinheiro que hoje vai para famílias de presos e usar para ajudar famílias de vítimas de crimes. O principal apoio a famílias de presos é o auxílio-reclusão, pago pelo INSS aos dependentes de preso de baixa renda que contribuía para a Previdência.
Na sua vida
Famílias de vítimas de crime teriam um apoio que hoje quase não existe; famílias pobres de presos perderiam uma ajuda.
No Brasil
Muda regras da Previdência e cria um novo benefício.
Pode ajudar
Dá amparo a quem perdeu alguém para a violência.
Pode prejudicar
Quem perde o auxílio é a criança ou a mãe do preso, não o preso.
Pode empurrar essas famílias para a pobreza.
Depende de: Mudança na lei da Previdência, aprovada pelo Congresso.
Ver o texto original e a fonte
Redirecionar recursos hoje destinados a famílias de detentos para famílias de vítimas
Hoje o preso pode passar do regime fechado para o semiaberto depois de cumprir parte da pena. A proposta acaba com isso nos crimes hediondos, como estupro e latrocínio (roubo seguido de morte): a pena seria cumprida toda na cadeia.
Na sua vida
Condenados por crimes muito graves ficariam presos por mais tempo.
No Brasil
Em 2006, o STF derrubou uma regra parecida, por entender que a pena precisa levar em conta cada caso.
Pode ajudar
Quem cometeu crime muito grave fica mais tempo longe da sociedade.
Pode prejudicar
A regra pode ser derrubada de novo pelo STF.
Sem chance de progredir, o preso tem menos motivo para bom comportamento, e as cadeias lotam ainda mais.
Depende de: Lei aprovada pelo Congresso e, possivelmente, mudança na Constituição.
Criar o Ministério da Segurança Pública se o Congresso aprovar a “PEC da Segurança”, que dá ao governo federal mais papel no combate ao crime, e manter o programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Na sua vida
Busca mais coordenação entre polícias federais e estaduais contra as facções.
No Brasil
A PEC coloca na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), parecido com o SUS, e dá mais tarefas à Polícia Federal e à Polícia Rodoviária Federal.
Pode ajudar
As facções agem em vários estados ao mesmo tempo; coordenação nacional pode ajudar a combatê-las.
Pode prejudicar
Depende do Congresso: criar o ministério já era promessa de 2022 e não foi cumprida.
Depende de: Aprovação da PEC 18/2025 pelo Senado. A Câmara já aprovou.
Ver o texto original e a fonte
Ministério da Segurança se a PEC 18/2025 passar; Brasil Contra o Crime Organizado
Rastrear armas e munições (saber de onde veio cada uma), usar câmeras no uniforme dos policiais e investir no combate a golpes pela internet e a crimes financeiros.
Na sua vida
Golpes de Pix e pela internet atingem milhões de pessoas. A câmera no policial registra as abordagens.
No Brasil
Aumenta o controle sobre as armas em circulação no país.
Pode ajudar
Em São Paulo, estudos associaram as câmeras corporais à queda de mortes em ações policiais.
Pode prejudicar
Câmeras e sistemas têm custo e dependem de cada estado aceitar, porque as polícias são estaduais.
Depende de: Adesão dos estados e dinheiro no orçamento.
Ver o texto original e a fonte
Rastreabilidade de armas; câmeras corporais; crimes financeiros e cibernéticos
Não são atos de Flávio. Entram porque ele diz representar o legado do pai.
Virou lei2019
Sancionou o Pacote Anticrime: a pena máxima de prisão subiu de 30 para 40 anos e houve novas regras para a delação premiada. O Congresso mudou parte do texto proposto pelo então ministro Sergio Moro
Facilitou o acesso a armas e munições por decretos e portarias. Os registros de caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) passaram de 117 mil em 2018 para 674 mil em 2022
Governo Jair Bolsonaro · Decretos e portarias · Política de armas
Situação: Medido pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública
22FlávioGoverno menor: cortar gastos e ministérios, privatizar empresas e baixar imposto da luz e do combustível.13LulaManter a regra atual de gastos, não cobrar Imposto de Renda de quem ganha até R$ 5 mil e cobrar mais de quem ganha muito.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
precisa de lei aprovada no Congresso
Corte de gastos e de ministérios
Cortar gastos do governo: juntar ou fechar pelo menos 10 ministérios, reduzir cargos de confiança (indicados sem concurso) e outras despesas, e rever como o dinheiro é dividido entre governo federal, estados e cidades.
Na sua vida
Gastar menos pode ajudar a baixar os juros, mas também pode cortar programas e serviços que você usa.
No Brasil
Diminui o tamanho do governo federal.
Pode ajudar
Com as contas mais equilibradas, os juros tendem a cair, e crédito e prestações ficam mais baratos.
Pode prejudicar
O plano não diz onde vai cortar: saúde, educação e programas sociais podem perder dinheiro.
Juntar ministérios economiza pouco: a maior parte do dinheiro do governo vai para aposentadorias, salários de servidores e saúde.
Depende de: Parte por decreto do presidente; parte por lei no Congresso.
Ver o texto original e a fonte
'Tesouraço' nos gastos; reforma administrativa com corte de pelo menos 10 ministérios, cargos comissionados e despesas; revisão do pacto federativo
Manter a regra de gastos e cobrar mais de quem ganha mais
Manter a regra atual que limita o crescimento dos gastos do governo (o “arcabouço fiscal”), fazer quem ganha mais pagar proporcionalmente mais imposto e ouvir a população no planejamento do orçamento.
Na sua vida
Se as contas ficarem em ordem, ajuda a segurar a inflação e os juros. Imposto mais justo pode aliviar quem ganha menos.
No Brasil
A regra deixa os gastos crescerem só uma parte do que cresce a arrecadação.
Pode ajudar
Dá previsibilidade às contas e mantém dinheiro para programas sociais.
Pode prejudicar
Com a regra em vigor desde 2023, a dívida pública continuou subindo, segundo o Banco Central.
Depende de: A regra já é lei; mudanças nos impostos precisam do Congresso.
Ver o texto original e a fonte
Manter o arcabouço fiscal; progressividade tributária; PPA participativo
Manter a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, aprovada em 2025 e em vigor desde 2026. Para compensar, quem ganha mais de R$ 50 mil por mês paga um imposto mínimo.
Na sua vida
Se você ganha até R$ 5 mil por mês, não paga Imposto de Renda. Quem ganha um pouco mais, até cerca de R$ 7,3 mil, paga menos.
No Brasil
O governo deixa de cobrar de quem ganha menos e passa a cobrar mais de quem tem renda muito alta.
Pode ajudar
Mais dinheiro no bolso de milhões de trabalhadores todo mês.
Pode prejudicar
A arrecadação que deixa de entrar precisa ser compensada pelo imposto mínimo sobre altas rendas, que ainda está começando a ser cobrado.
Depende de: Já é lei. A proposta é manter.
Ver o texto original e a fonte
Consolidar isenção do IR até R$ 5 mil com taxação de super-ricos
A três meses da eleição, um estado de emergência liberou R$ 41,25 bilhões fora do teto de gastos: o Auxílio Brasil foi de R$ 400 para R$ 600 e houve auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros, entre outras medidas, até dezembro de 2022
Governo Jair Bolsonaro · PEC aprovada com apoio do governo · EC 123/2022 (PEC Kamikaze)
22FlávioNão propõe o fim da escala 6x1: defende jornada flexível com pagamento por hora, negociada direto entre empresa e trabalhador, e reduzir os encargos das empresas.13LulaFim da escala 6x1, com 40 horas sem cortar salário, salário mínimo acima da inflação e regras para trabalho por aplicativo.
Trabalhadores e leis trabalhistas, ponto a ponto
Jornada, salário, sindicatos, aplicativos e o que cada um diz sobre o tema
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
Jornada e Escala
22Flávio Bolsonaro
Não propõe o fim da escala 6x1. Defende dar mais liberdade para negociação de condições de trabalho entre empresas e trabalhadores (pagamento por hora).
13Lula
Fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução no salário.
Salário e Emprego
22Flávio Bolsonaro
Foca na redução do custo formal do trabalho (encargos) em vez do aumento do salário mínimo por decreto. Criação de banco nacional de vagas.
13Lula
Política de valorização do salário mínimo, garantindo aumento real todos os anos.
Direitos e Sindicatos
22Flávio Bolsonaro
Maior flexibilização. Preserva possibilidade de convenções, mas incentiva negociação individual.
13Lula
Retomar a assistência dos sindicatos nas homologações de rescisões e conter a pejotização.
Previdência e Aplicativos
22Flávio Bolsonaro
Foca no combate às fraudes no INSS ("Brasil sem Fila") sem propor novas idades. Manutenção de renda para apps com proteção social.
13Lula
Regras claras sobre a relação de trabalho para aplicativos (saúde, previdência). Reestruturar a base de financiamento da Previdência.
Discursos e Posicionamentos
22Flávio Bolsonaro
Classificou a discussão do fim da escala 6x1 como oportunismo de Lula no 2º turno. Pretende usar a maioria no Congresso eleito para promover mudanças na Constituição Federal.
13Lula
Economia cresce com dinheiro circulando. Defende a melhoria de vida da classe média baixa. Usa a votação da escala 6x1 no Senado para desafiar a oposição.
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
Não achamos proposta sobre isso no plano de governo dele.
13Lula
precisa mudar a Constituição
Fim da escala 6x1
Acabar com a escala 6x1 (trabalhar 6 dias e folgar 1) e baixar a jornada máxima de 44 para 40 horas por semana, sem cortar salário. Também quer conter a “pejotização”, quando a empresa contrata como PJ (com CNPJ) para não assinar a carteira.
Na sua vida
Quem trabalha com carteira assinada teria mais folga ou menos horas por semana, com o mesmo salário.
No Brasil
Muda a Constituição, que hoje permite até 44 horas por semana.
Pode ajudar
Mais tempo para descanso, família e estudo.
Pode prejudicar
Reduzir a jornada sem cortar salário aumenta o custo de cada hora trabalhada, principalmente no comércio e nos serviços que abrem aos sábados.
Depende de: Mudar a Constituição: precisa de 3 em cada 5 votos de deputados e de senadores, em duas votações em cada casa.
Ver o texto original e a fonte
Fim da 6x1 e 40h sem redução salarial; conter a pejotização
Criar regras de trabalho para motoristas e entregadores de aplicativo, como ganho mínimo e acesso ao INSS. Em 2024, o governo mandou ao Congresso um projeto nesse sentido para motoristas.
Na sua vida
Motoristas e entregadores teriam aposentadoria e algum ganho mínimo garantido.
No Brasil
Mais de 1 milhão de brasileiros trabalham por aplicativo.
Pode ajudar
Proteção em caso de doença, acidente e velhice.
Pode prejudicar
Parte dos motoristas protestou contra o projeto de 2024, com medo de perder liberdade e ganhar menos depois dos descontos.
Na vida política: leis, projetos, programas de governo e promessas de eleições passadas
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
No governo do pai, Jair Bolsonaro (2019–2022)
Não são atos de Flávio. Entram porque ele diz representar o legado do pai.
Virou lei2019
Lei da Liberdade Econômica: menos burocracia para abrir e manter negócios de baixo risco, que passaram a dispensar alvará, e mudanças em regras trabalhistas
Governo Jair Bolsonaro · MP convertida em lei · Lei 13.874/2019
O salário mínimo foi corrigido só pela inflação em 2020, 2021 e 2022, sem aumento real. O último ganho acima da inflação foi em 2019, pela regra antiga
Governo Jair Bolsonaro · Política · Salário mínimo
22FlávioPromete INSS sem fila e combate a fraudes. A campanha diz que vai manter a aposentadoria ligada ao salário mínimo, mas a equipe econômica já estudou separar. Como senador, votou a favor da reforma de 2019.13LulaPromete manter o salário mínimo, que corrige as aposentadorias, subindo acima da inflação, hoje com limite de 2,5% ao ano. A fraude dos descontos no INSS começou em 2019, no governo Jair Bolsonaro, e seguiu até 2024; a CGU, do governo Lula, começou a investigar em 2023, e a operação com a Polícia Federal parou o esquema em 2025. Lula não é investigado.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
o governo pode fazer sem lei nova
INSS sem fila, com atendimento digital
Levar os pedidos ao INSS para o meio digital, para liberar aposentadorias e auxílios mais rápido. O plano também fala em gestão profissional do INSS, sem interferência de sindicatos e associações. Hoje muitos pedidos já são feitos pelo aplicativo Meu INSS.
Na sua vida
Quem pede aposentadoria, auxílio-doença ou pensão esperaria menos pela resposta.
No Brasil
O INSS paga aposentadorias, pensões e auxílios a milhões de brasileiros. Quando a resposta atrasa, a família fica sem renda.
Pode ajudar
Resposta mais rápida e menos idas à agência.
Pode prejudicar
Quem não usa internet, sobretudo os mais velhos e quem mora longe, pode ter mais dificuldade.
A fila também depende de perícia médica e de servidores para analisar os pedidos, e o plano não diz quanto vai investir nisso.
Depende de: Decisão do governo e dinheiro no orçamento para tecnologia e pessoal no INSS.
Ver o texto original e a fonte
Digitalizar os processos da Previdência para reduzir as filas do INSS e acelerar a concessão de benefícios, com gestão profissional e sem interferência de entidades sindicais
Reforçar a fiscalização e o controle do INSS para impedir golpes e descontos sem autorização nas aposentadorias. O plano também promete proteger de indicações políticas os fundos de pensão dos funcionários de estatais.
Na sua vida
Menos risco de ter dinheiro tirado da aposentadoria sem ter autorizado.
No Brasil
De 2019 a 2024, aposentados e pensionistas tiveram descontos sem autorização estimados entre R$ 6,3 bilhões e R$ 7,99 bilhões.
Pode ajudar
Protege o dinheiro de quem depende da aposentadoria.
Menos dinheiro público perdido com golpes.
Pode prejudicar
O plano não detalha quais seriam as medidas.
Controle mais duro, se for mal feito, pode atrasar ou cortar o benefício de quem tem direito.
Depende de: Decisão do governo; parte das regras pode precisar de lei.
Ver o texto original e a fonte
Pacote antifraude na Previdência, com reforço da fiscalização e do controle no INSS, e proteção dos fundos de pensão das estatais contra indicações políticas
Buscar outras fontes de dinheiro para pagar a Previdência, além das contribuições de hoje, e trazer mais gente para dentro do INSS, como quem trabalha por aplicativo.
Na sua vida
Quem trabalha por conta própria ou por aplicativo teria mais acesso a aposentadoria, auxílio-doença, auxílio por acidente e salário-maternidade.
No Brasil
Pagar aposentadorias e pensões é o maior compromisso do orçamento federal. Mais gente contribuindo ajuda a garantir esse pagamento.
Pode ajudar
Mais trabalhadores protegidos em caso de doença, acidente e velhice.
Mais dinheiro entrando para pagar as aposentadorias.
Pode prejudicar
O plano não diz quais seriam as novas fontes de dinheiro.
A contribuição obrigatória diminui o que sobra para quem trabalha por aplicativo.
Depende de: Lei aprovada pelo Congresso.
Ver o texto original e a fonte
Diversificar as fontes de custeio da Previdência e ampliar o acesso, incluindo o financiamento e a cobertura de quem trabalha por plataforma (aposentadoria, incapacidade, acidentes e maternidade)
Criar regras de trabalho para motoristas e entregadores de aplicativo, como ganho mínimo e acesso ao INSS. Em 2024, o governo mandou ao Congresso um projeto nesse sentido para motoristas.
Na sua vida
Motoristas e entregadores teriam aposentadoria e algum ganho mínimo garantido.
No Brasil
Mais de 1 milhão de brasileiros trabalham por aplicativo.
Pode ajudar
Proteção em caso de doença, acidente e velhice.
Pode prejudicar
Parte dos motoristas protestou contra o projeto de 2024, com medo de perder liberdade e ganhar menos depois dos descontos.
Na vida política: leis, projetos, programas de governo e promessas de eleições passadas
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
Como senador (2019–2026)
Virou lei2019
Votou a favor da Reforma da Previdência, que criou idade mínima para se aposentar pelo INSS (65 anos para homens e 62 para mulheres) e mudou o cálculo das aposentadorias
Mandato de senador (RJ) · PEC (votou a favor) · PEC 6/2019 → EC 103/2019
Situação: Promulgada em 12/11/2019; aprovada no Senado por 60 votos a 19
Não são atos de Flávio. Entram porque ele diz representar o legado do pai.
Virou lei2019
Propôs e aprovou a Reforma da Previdência: idade mínima para se aposentar pelo INSS (65 anos para homens e 62 para mulheres), mais tempo de contribuição para receber o valor cheio e cálculo pela média de todos os salários
Governo Jair Bolsonaro · PEC do Executivo · PEC 6/2019 → EC 103/2019
Começaram os descontos sem autorização em aposentadorias, feitos por associações com acordo com o INSS. O esquema seguiu até 2024 e foi interrompido em 2025, no governo Lula
Governo Jair Bolsonaro · Fraude investigada pela PF e pela CGU · Operação Sem Desconto
Limitou o aumento do salário mínimo acima da inflação a no máximo 2,5% ao ano, de 2025 a 2030. Como nenhuma aposentadoria pode ser menor que o mínimo, o limite vale também para quem recebe o piso do INSS
Governo Lula 3 · PL do Executivo (pacote de corte de gastos) · Lei 15.077/2024
Aposentados e pensionistas tiveram descontos sem autorização no benefício, estimados entre R$ 6,3 bilhões e R$ 7,99 bilhões. O esquema começou em 2019, no governo Jair Bolsonaro, e seguiu até ser interrompido em abril de 2025 por uma operação da Polícia Federal e da CGU, no governo Lula. O governo afastou o presidente do INSS e começou a devolver o dinheiro. Lula não é investigado.
Programas sociais e moradia
22FlávioVolta do Casa Verde e Amarela, com 2,5 milhões de casas, água e esgoto com empresas privadas e emprego para quem recebe benefício.13LulaAmpliar o apoio a quem cuida de crianças e idosos. Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida já funcionam no governo atual.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
depende de dinheiro no orçamento
2,5 milhões de casas (Casa Verde e Amarela)
Voltar com o Casa Verde e Amarela, programa de casa própria do governo Bolsonaro que substituiu o Minha Casa Minha Vida em 2020, e construir 2,5 milhões de moradias.
Na sua vida
Mais chance de financiar a casa própria com ajuda do governo.
No Brasil
Movimenta a construção civil, que emprega muita gente.
Pode ajudar
Gera emprego na construção e diminui a falta de moradia.
Pode prejudicar
No Casa Verde e Amarela, as famílias mais pobres receberam bem menos casas do que no programa anterior; críticos temem que isso se repita.
Depende de: Dinheiro no orçamento e crédito do FGTS.
Ampliar a Política Nacional de Cuidados, que apoia quem cuida de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Esse trabalho hoje fica quase todo com as mulheres, sem pagamento.
Na sua vida
Mais creche, centro-dia para idosos e apoio a quem cuida de alguém em casa.
No Brasil
Permite que mais mulheres trabalhem fora e tenham renda.
Pode ajudar
Alivia mães, filhas e avós sobrecarregadas com o cuidado da família.
Pode prejudicar
O plano não diz quanto vai investir; sem dinheiro, a política fica no papel.
Depende de: Dinheiro no orçamento e parceria com estados e prefeituras.
Não são atos de Flávio. Entram porque ele diz representar o legado do pai.
Virou lei2020
Auxílio Emergencial na pandemia: R$ 600 por mês para trabalhadores informais e de baixa renda. O governo propôs R$ 200; o valor subiu para R$ 600 num acordo com o Congresso
Acabou com o Bolsa Família, criado em 2003, e pôs no lugar o Auxílio Brasil, com valor médio maior (de R$ 184 para R$ 217). Em agosto de 2022, a três meses da eleição, o benefício subiu para R$ 600
Governo Jair Bolsonaro · MP convertida em lei · MP 1.061/2021
22FlávioProntuário digital ligado à rede particular, consulta por vídeo, mais Saúde da Família e centros para autismo e idosos.13LulaConsulta pelo celular, prontuário único, inteligência artificial na fila, Mais Médicos e exames na Farmácia Popular.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
depende de dinheiro no orçamento
Prontuário digital e consulta por vídeo
Guardar seu histórico de saúde (exames, consultas, remédios) num sistema digital que o SUS e hospitais particulares possam consultar, e fazer consultas por vídeo onde falta médico.
Na sua vida
Você não precisaria repetir exames nem carregar papel de um lugar para outro. Em cidade sem médico, daria para ser atendido pela internet.
No Brasil
Liga o SUS e a rede particular num mesmo sistema.
Pode ajudar
Menos exame repetido e menos fila.
Pode prejudicar
Dado de saúde é muito sensível: vazamento ou uso por planos de saúde e empresas é um risco.
Consulta por vídeo não resolve tudo e depende de internet, que falta em muitas regiões.
Depende de: Investimento em tecnologia e regras de proteção de dados.
Ver o texto original e a fonte
Digitalizar prontuários e compartilhá-los com hospitais privados; telessaúde em regiões sem médico ou com fila
Aumentar as equipes de Saúde da Família (o médico e o agente de saúde do posto do bairro), criar um programa para atender idosos e centros especializados em autismo (TEA).
Na sua vida
Mais atendimento perto de casa. Famílias com idosos ou pessoas autistas teriam lugar certo para buscar cuidado.
No Brasil
Fortalece o posto de saúde, que é a porta de entrada do SUS.
Pode ajudar
Cuidar antes no posto evita doença grave e internação.
Pode prejudicar
O plano não diz quanto vai custar, e o mesmo plano promete cortar gastos.
Faltam médicos dispostos a trabalhar no interior.
Depende de: Dinheiro no orçamento e profissionais para as equipes.
Ver o texto original e a fonte
Ampliar a Estratégia Saúde da Família; Programa de Atendimento aos Idosos; Centros de Referência em TEA
Consultas pelo celular, um prontuário único com seu histórico, inteligência artificial para organizar a fila de atendimento e continuar o Mais Médicos, que leva médicos para o interior e as periferias.
Na sua vida
Menos espera, menos exame repetido e mais médico onde hoje falta.
No Brasil
Moderniza o SUS.
Pode ajudar
O Mais Médicos leva atendimento a lugares que não conseguem atrair médicos.
Pode prejudicar
Dados de saúde já foram alvo de ataque: em 2021, hackers tiraram do ar o ConecteSUS. Um sistema central exige segurança forte.
Inteligência artificial na fila precisa de supervisão de profissionais de saúde.
Depende de: Investimento em tecnologia e regras de proteção de dados.
Ver o texto original e a fonte
Teleconsulta; prontuário único; IA na triagem; Mais Médicos
Exames na Farmácia Popular e hospitais particulares no SUS
Fazer exames simples nas farmácias do Farmácia Popular e pagar hospitais particulares para atender pacientes do SUS, para diminuir a fila de cirurgias e de especialistas.
Na sua vida
Fazer exame perto de casa e esperar menos por especialista.
No Brasil
Usa a estrutura particular para desafogar o SUS.
Pode ajudar
Diminui a fila de especialistas e cirurgias, uma das maiores reclamações do SUS.
Pode prejudicar
Precisa de fiscalização para o governo não pagar por atendimento mal feito.
Depende de: Dinheiro no orçamento e contratos com hospitais e farmácias.
Não são atos de Flávio. Entram porque ele diz representar o legado do pai.
Apontado pela CPI2020
Demorou a comprar vacinas contra a Covid: segundo a CPI da Covid, a Pfizer procurou o governo 34 vezes em 2020 e seis propostas ficaram sem resposta. As primeiras doses da Pfizer só foram compradas em março de 2021
Governo Jair Bolsonaro · Gestão da pandemia · CPI da Covid
22FlávioAlfabetização pelo método fônico, mais escolas cívico-militares, vale para creche particular e ensino técnico ligado ao emprego.13Lula80% das crianças lendo na idade certa, escola em tempo integral, Pé-de-Meia e mais institutos federais.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
precisa de lei aprovada no Congresso
Escolas cívico-militares e vale-creche
Ensinar a ler pelo método fônico (aprender o som de cada letra), ter mais escolas cívico-militares (com militares cuidando da disciplina) e dar um vale para pagar creche particular quando não houver vaga na pública.
Na sua vida
Se faltar vaga na creche pública, você receberia um vale para usar numa particular.
No Brasil
Muda o jeito de ensinar a ler e aumenta a presença de militares nas escolas.
Pode ajudar
O vale pode resolver rápido a falta de vaga em creche, que atrapalha mães que precisam trabalhar.
Pode prejudicar
Não há consenso de que escolas cívico-militares ensinem melhor; críticos apontam regras rígidas e custo maior por aluno.
O vale pode tirar dinheiro da rede pública e depende de existir creche particular boa perto de casa.
Depende de: Lei e dinheiro. Creches e escolas são de responsabilidade principalmente de estados e prefeituras.
Ver o texto original e a fonte
Alfabetização pelo método fônico; ampliar escolas cívico-militares; voucher para creches privadas
Pagar alunos que ajudam colegas com dificuldade, ensinar robótica e economia digital, abrir as escolas nas férias e ligar o ensino técnico às vagas de emprego.
Na sua vida
Seu filho poderia ganhar um dinheiro ajudando colegas e fazer curso técnico mais ligado ao emprego.
No Brasil
Aproxima a escola do mercado de trabalho.
Pode ajudar
Ensino técnico ligado a vagas reais aumenta a chance do primeiro emprego.
Pode prejudicar
Muitas escolas não têm nem internet nem laboratório: robótica pode ficar só no papel.
Pagar aluno monitor exige regras claras para não virar trabalho de criança.
Depende de: Estados e prefeituras, que cuidam das escolas, e dinheiro no orçamento.
Ver o texto original e a fonte
Remunerar alunos que dão reforço aos colegas; robótica e economia digital no currículo; escolas abertas nas férias; ensino técnico ligado ao mercado
Ter 80% das crianças sabendo ler e escrever na idade certa, aumentar a escola em tempo integral, manter o Pé-de-Meia (dinheiro pago a alunos de baixa renda do ensino médio público que continuam estudando) e abrir mais institutos federais.
Na sua vida
Se a família está no CadÚnico, o filho no ensino médio público recebe dinheiro para continuar estudando.
No Brasil
Ataca o abandono da escola no ensino médio, um dos maiores problemas da educação.
Pode ajudar
O Pé-de-Meia ajuda a manter o jovem na escola em vez de largar os estudos para trabalhar.
Pode prejudicar
Em 2025, o Tribunal de Contas da União questionou o pagamento do Pé-de-Meia fora do orçamento: o programa precisa de dinheiro garantido.
Escola em tempo integral exige mais professores e prédios que muitas redes não têm.
Depende de: Dinheiro no orçamento e parceria com estados e prefeituras.
Ver o texto original e a fonte
80% alfabetizadas na idade certa; tempo integral; Pé-de-Meia; institutos federais
Leitura da equipe a partir dos itens citados. Toque para conferir cada um.
2
O que já fez
Na vida política: leis, projetos, programas de governo e promessas de eleições passadas
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
No governo do pai, Jair Bolsonaro (2019–2022)
Não são atos de Flávio. Entram porque ele diz representar o legado do pai.
Recuou depois2019
Bloqueou 30% das verbas de manutenção das universidades e institutos federais (água, luz, contratos). Depois de protestos, liberou tudo em outubro de 2019
Governo Jair Bolsonaro · Ato de governo · Bloqueio no orçamento do MEC
22FlávioTornozeleira para agressor, pena inteira para feminicídio e crédito para empreendedoras. É contra o aborto.13LulaSancionou a Lei Maria da Penha e a lei de salário igual para homens e mulheres. Sobre o aborto, já disse que é caso de saúde pública e depois que é pessoalmente contra.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
precisa de lei aprovada no Congresso
Tornozeleira para agressor de mulher
Colocar tornozeleira eletrônica em todo agressor que tenha medida protetiva contra ele e fazer o condenado por feminicídio cumprir a pena inteira, sem redução.
Na sua vida
A mulher ameaçada teria mais chance de ser avisada se o agressor chegar perto.
No Brasil
Os estados precisariam comprar e vigiar muito mais tornozeleiras.
Pode ajudar
Vigiar o agressor pode impedir que a ameaça vire morte.
Pode prejudicar
Em muitos estados faltam tornozeleiras e centrais de monitoramento; sem isso, a medida fica no papel.
Pena inteira, sem redução, aumenta a lotação das cadeias.
Depende de: Lei aprovada pelo Congresso e dinheiro para os estados.
Ver o texto original e a fonte
'Tolerância zero' ao feminicídio: tornozeleira eletrônica para agressores com medida protetiva; cumprimento integral de penas
Divulgar na internet a lista de condenados por violência contra a mulher, a criança e o adolescente; único PL de Flávio sobre segurança da mulher na Alerj, segundo a Agência Pública
22FlávioÉ contra as cotas raciais; o plano não traz propostas para igualdade racial nem para a população LGBTQIA+ e foca em penas mais duras.13LulaCriou leis e ministérios de igualdade racial e direitos humanos; é criticado por aliviar violações de governos aliados, como a Venezuela.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
Não achamos proposta sobre isso no plano de governo dele.
13Lula
Não achamos proposta sobre isso no plano de governo dele.
2
O que já fez
Na vida política: leis, projetos, programas de governo e promessas de eleições passadas
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
No governo do pai, Jair Bolsonaro (2019–2022)
Não são atos de Flávio. Entram porque ele diz representar o legado do pai.
Extinto2019
Acabou com o Ministério da Cultura, que virou uma secretaria, primeiro no Ministério da Cidadania e depois no do Turismo
Governo Jair Bolsonaro · Medida provisória · MP 870/2019
Mandou extinguir centenas de conselhos e comitês com participação da sociedade (a meta era passar de 700 para 50). O STF barrou a extinção dos que tinham sido criados por lei
Governo Jair Bolsonaro · Decreto · Decreto 9.759/2019
Situação: Barrado em parte pelo STF em junho de 2019
Não achamos nada que ele já tenha feito sobre isso.
Meio ambiente e energia
22FlávioDesmatamento ilegal zero até 2029, mas licença ambiental mais fácil, mais petróleo, fracking e mineração.13LulaPreparar as cidades para enchentes, secas e desastres do clima.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
o governo pode fazer sem lei nova
Desmatamento ilegal zero até 2029
Acabar com o desmatamento ilegal até 2029, usando satélites e inteligência artificial para achar e punir quem derruba floresta.
Na sua vida
Floresta em pé ajuda a manter as chuvas que abastecem cidades e plantações.
No Brasil
Melhora a imagem do Brasil e o acesso a mercados que não compram produto de área desmatada.
Pode ajudar
Tecnologia ajuda a encontrar o desmatamento mais rápido.
Pode prejudicar
O mesmo plano propõe facilitar a licença ambiental (veja o item sobre isso); críticos veem conflito entre as duas metas.
A meta vale só para o desmatamento ilegal; o permitido por lei continua.
Depende de: Fiscalização com pessoal e dinheiro (Ibama, Polícia Federal).
Ver o texto original e a fonte
Meta de zerar o desmatamento ilegal até 2029 com IA e satélites
Facilitar a licença ambiental para obras e empresas. Se o órgão ambiental demorar para responder, a licença sairia automaticamente. Também quer acabar com o que chama de “sobreposição” entre Funai e Ibama.
Na sua vida
Obras de estrada, energia e fábricas podem sair mais rápido, o que pode gerar empregos.
No Brasil
Diminui o controle ambiental antes de uma obra começar.
Pode ajudar
Licença demorada trava obras e investimentos; acelerar pode gerar emprego.
Pode prejudicar
Obra liberada sem análise pode causar desastre: as barragens de Mariana (2015) e Brumadinho (2019) mostraram o preço de um controle falho.
Indígenas e comunidades tradicionais podem perder voz sobre obras que afetam suas terras.
Depende de: Lei aprovada pelo Congresso.
Ver o texto original e a fonte
Flexibilizar o licenciamento; autolicenciamento por decurso de prazo; 'eliminar superposições' entre Funai e Ibama
Explorar mais petróleo e gás, liberar o fracking (técnica que quebra rochas no subsolo com água e produtos químicos para tirar gás), acelerar a mineração com dinheiro de fora e produzir combustível “verde” para aviões.
Na sua vida
Mais produção pode gerar empregos e renda nas regiões produtoras.
No Brasil
Aumenta a renda do país com petróleo e minério.
Pode ajudar
Traz investimento, empregos e royalties (dinheiro pago a estados e cidades produtoras).
Pode prejudicar
O fracking pode contaminar a água do subsolo; o Paraná e países como a França proíbem.
Mais petróleo vai na direção contrária ao combate às mudanças do clima.
Depende de: Leis, licenças ambientais e leilões.
Ver o texto original e a fonte
Ampliar petróleo e gás, liberar o fracking, acelerar a mineração com capital estrangeiro, combustível sustentável de aviação
Extinguiu os comitês que geriam o Fundo Amazônia. Noruega e Alemanha suspenderam os repasses, e o fundo, com R$ 3,4 bilhões doados, ficou parado até o fim do governo
Governo Jair Bolsonaro · Ato de governo · Fundo Amazônia
Não achamos nada que ele já tenha feito sobre isso.
Infraestrutura, agro e transporte
22FlávioEstradas e ferrovias para a safra, armazéns, adubo feito no Brasil e seguro rural maior.13LulaCrédito para a agricultura familiar e 45% da merenda comprada de pequenos produtores.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
depende de dinheiro no orçamento
Estradas e armazéns para a safra; adubo nacional
Melhorar estradas, ferrovias e portos para escoar a safra, construir mais armazéns e produzir adubo no Brasil, em vez de comprar de fora.
Na sua vida
Transporte mais barato pode ajudar a segurar o preço da comida.
No Brasil
O Brasil compra de outros países a maior parte do adubo que usa. Produzir aqui diminui essa dependência.
Pode ajudar
Menos perda de safra e frete mais barato.
Pode prejudicar
Obras grandes demoram e custam caro; o plano não diz de onde vem o dinheiro.
Produzir adubo pode exigir mineração em áreas sensíveis, perto de terras indígenas.
Depende de: Dinheiro público e investimento privado.
Ver o texto original e a fonte
Corredores logísticos, aumento da armazenagem de safras, apoio à produção nacional de fertilizantes
Não são atos de Flávio. Entram porque ele diz representar o legado do pai.
Virou lei2020
Sancionou o Marco Legal do Saneamento, com meta de água tratada para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90% até 2033, e mais espaço para empresas privadas
22FlávioFim da reeleição, limites às decisões individuais de ministros do STF e serviços públicos no celular.13LulaNo que mapeamos do plano, não há proposta sobre STF ou reeleição. É candidato de novo, depois de dizer em 2022 que não concorreria.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
precisa mudar a Constituição
Fim da reeleição
Acabar com a reeleição para presidente, governador e prefeito: cada um teria um mandato só, sem poder concorrer de novo logo em seguida.
Na sua vida
Você não poderia reeleger um governante que aprova. Também não haveria governante em campanha usando o cargo.
No Brasil
A proposta (PEC 4/2026, do próprio Flávio) valeria já para quem for eleito em 2026.
Pode ajudar
Evita que o governante use o cargo para se reeleger.
Pode prejudicar
Quatro anos pode ser pouco para terminar projetos.
O eleitor perde o direito de manter quem está indo bem.
Depende de: Mudar a Constituição: precisa de 3 em cada 5 votos de deputados e de senadores, em duas votações em cada casa.
Ver o texto original e a fonte
Fim da reeleição para presidente (e outros cargos do Executivo); ancorado na PEC 4/2026
Limitar as decisões tomadas por um ministro do STF sozinho, sem os colegas, e criar um tempo de espera (quarentena) para quem foi ministro do governo antes de ir para o STF.
Na sua vida
Efeito indireto: decisões importantes do STF passariam a ser tomadas pelo conjunto dos ministros.
No Brasil
Mexe no equilíbrio entre os Poderes. Em 2023, o Senado aprovou uma proposta parecida.
Pode ajudar
Decisões que afetam o país todo passariam a depender de mais de um ministro.
Pode prejudicar
Em casos urgentes, como pedido de remédio ou de liberdade, uma decisão rápida de um ministro pode fazer falta.
Mudança no Judiciário feita por quem está no governo pode ser usada para pressionar o tribunal.
Depende de: Mudar a Constituição: precisa de 3 em cada 5 votos de deputados e de senadores, em duas votações em cada casa.
Ver o texto original e a fonte
Restringir decisões monocráticas no STF; quarentena para ministros de Estado indicados à Corte
Colocar no aplicativo GOV.BR todos os serviços federais que puderem ser digitais, escolher pessoas por critério técnico para agências e estatais e não prometer novos concursos públicos.
Na sua vida
Menos fila e papel para pedir benefício, documento ou aposentadoria, se você tiver celular e internet.
No Brasil
Diminui o custo do governo. Sem concursos, o número de servidores tende a cair.
Pode ajudar
Resolver pelo celular economiza tempo e passagem.
Pode prejudicar
Quem não tem internet ou tem dificuldade com tecnologia, como muitos idosos, pode ficar para trás.
Sem concurso, órgãos como o INSS podem ficar com menos funcionários e mais fila.
Depende de: Investimento em tecnologia.
Ver o texto original e a fonte
Digitalizar 100% dos serviços federais digitalizáveis no GOV.BR; critérios técnicos em agências e estatais; sem promessa de concursos
Não são atos de Flávio. Entram porque ele diz representar o legado do pai.
Derrubado pela Justiça2020–2022
Bilhões foram distribuídos por emendas de relator, o chamado orçamento secreto, sem mostrar quem pedia o dinheiro. A prática foi usada na negociação entre governo e Congresso, e o STF a declarou inconstitucional
22FlávioNo que mapeamos do plano, não há proposta de política externa; as fronteiras aparecem em Segurança. Promete aliança com os EUA (veja O mundo).13LulaFortalecer o Mercosul e a integração da América do Sul, novos acordos de comércio e reequipar as Forças Armadas.
1
O que promete
Propostas do plano de governo entregue ao TSE para 2027 a 2030
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
Não achamos proposta sobre isso no plano de governo dele.
13Lula
precisa de lei aprovada no Congresso
Mercosul e novos acordos de comércio
Fortalecer o Mercosul, bloco de comércio com vizinhos como Argentina, Paraguai e Uruguai, aproximar os países da América do Sul e fechar novos acordos de comércio.
Na sua vida
Acordos podem baratear produtos que vêm de fora e abrir mercado para o que o Brasil vende, gerando emprego.
No Brasil
Inclui acordos como o do Mercosul com a União Europeia.
Pode ajudar
Mais países comprando produtos brasileiros.
Pode prejudicar
Abrir o mercado aumenta a concorrência para setores brasileiros menos competitivos.
Depende de: Negociação com outros países e aprovação dos acordos pelo Congresso.
Ver o texto original e a fonte
Aprofundar o Mercosul; integração sul-americana; novos acordos
Na vida política: leis, projetos, programas de governo e promessas de eleições passadas
22Flávio BolsonaroPL · número 22
13LulaPT · número 13
22Flávio Bolsonaro
No governo do pai, Jair Bolsonaro (2019–2022)
Não são atos de Flávio. Entram porque ele diz representar o legado do pai.
Negociação concluída2019
Concluiu a negociação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, discutido desde 1999. O acordo não entrou em vigor durante o governo dele
Governo Jair Bolsonaro · Negociação · Acordo Mercosul–União Europeia
Tirou o Brasil da Celac, a comunidade dos países da América Latina e do Caribe, dizendo que o grupo dava espaço a regimes não democráticos como Venezuela, Cuba e Nicarágua
Governo Jair Bolsonaro · Ato de governo · Celac
Situação: Saída em janeiro de 2020; o Brasil voltou em 2023
Governo do pai, Jair Bolsonaro (2019–2022): cumpriu 19 das 58 promessas de campanha de 2018 (33%); 17% foram cumpridas em parte e 50% não foram cumpridas, segundo o g1